domingo, 17 de junho de 2018
A Mortalha
Absorta no quarto negro.
Um refúgio;
Uma espaço entre o agora e o branco.
Um mundo idealizado sem muros.
A masmorra joga-me ao abismo,
Enterra-me em sua solisistência.
Aquieto-me em desespero voraz
Já não respiro.
Suspiro ofegante.
Já não existo mais.
Quando mesmo existi?
Enterro-me no mármore de minha decadência.
Morro e assim vivo de minha inexistência.
-Srta Chagas
sábado, 16 de junho de 2018
A Tristeza
Bate a porta.
Entra.
Senta na mesa.
Toma um café.
Fica para o almoço.
Aceita um jantar.
Pede um colchão.
Incomoda as noites com seus ruídos ensurdecedores.
Finge uma ida sem volta.
Mas nunca foi.
Sempre está lá dentro de si em si:
A tristeza.
-Srta Chagas
sexta-feira, 15 de junho de 2018
Morte Negra
Perdido em mim.
É meia noite e e eu
Deitado n'um jardim
Onde jaz lúgubre de
Solo passada.
Há muitas
Primaveras mortas
Passadas a zumbir...
Deitado ali, senti a
Dor das rosas n'alma
Então levantei-me e
Segui pela rua que
Tanto inala um odor
Amargo de morte.
Bebendo uma garrafa de rum
Perambula pela viela
E lá vai ele em meio aos ratos, descalço e
Na compainha dela
Que tanto a ama e
Tanto a venera...
Sentei-me mais a frente sentindo um pesar de morte
Bebi mais um gole de rum e matei a minha
Sorte pútrefa sem norte.
Eu, um mero eu a perambular a esmo
Chegando ao fim me perguntei:
O que haverá de acontecer se minha carcaça apodrecer em meio ao léu?
O manto da noite me cobrirá?
Ninguém me cobrirá...
Baixei a cabeça
Chorei as lágrimas que enojam meu próprio ser.
Chorei lembrando do horror que cometi.
E de cabeça baixa senti a morte chegar,
Uma sombra que se aproximava devagar, e devagar chegando por trás
Como a brisa da noite que sopra e sussurra o ar gélido que me congela a carcaça devagar.
E puft.
(Paulo Max)
O Ser Humano
Funesto. Cadavérico.
Peregrino ossudo.
Vivendo na miséria de sua matéria.
Alimentando-se e saciando a sede para não vir a cair em definhamento, quando sequer ainda nem sabe que já está morto.
Pupilas encovadas.
Lamaçal encobrindo o que se dizia ser vital...
Uma alma em particular tamanho ossuda.
Uma cor entre o cinza e o que já não venha a ser mais cor.
E quando se dizia estar lá, jamais esteve;
Porque na vida não há conhecimento sobre ela em si.
Se sentimos dor para estar vivo?
Pois eu vos lhos digo, que a sentimos por estarmos enterrados na carcaça de sermos nos mesmos.
Funesto, Cadavérico: O ser humano.
-Srta Chagas
Peregrino ossudo.
Vivendo na miséria de sua matéria.
Alimentando-se e saciando a sede para não vir a cair em definhamento, quando sequer ainda nem sabe que já está morto.
Pupilas encovadas.
Lamaçal encobrindo o que se dizia ser vital...
Uma alma em particular tamanho ossuda.
Uma cor entre o cinza e o que já não venha a ser mais cor.
E quando se dizia estar lá, jamais esteve;
Porque na vida não há conhecimento sobre ela em si.
Se sentimos dor para estar vivo?
Pois eu vos lhos digo, que a sentimos por estarmos enterrados na carcaça de sermos nos mesmos.
Funesto, Cadavérico: O ser humano.
-Srta Chagas
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Catalepsia
Chore menina
Aqui junto ao túmulo do amor
Por nada
Por ventura
Aqui ele acabou por tombar
Mais estará mesmo morto?
Não sei bem dizer: as vezes um nada, um acaso lhe trás o despertar. -Goethe
Aqui junto ao túmulo do amor
Por nada
Por ventura
Aqui ele acabou por tombar
Mais estará mesmo morto?
Não sei bem dizer: as vezes um nada, um acaso lhe trás o despertar. -Goethe
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