Perdido em mim.
É meia noite e e eu
Deitado n'um jardim
Onde jaz lúgubre de
Solo passada.
Há muitas
Primaveras mortas
Passadas a zumbir...
Deitado ali, senti a
Dor das rosas n'alma
Então levantei-me e
Segui pela rua que
Tanto inala um odor
Amargo de morte.
Bebendo uma garrafa de rum
Perambula pela viela
E lá vai ele em meio aos ratos, descalço e
Na compainha dela
Que tanto a ama e
Tanto a venera...
Sentei-me mais a frente sentindo um pesar de morte
Bebi mais um gole de rum e matei a minha
Sorte pútrefa sem norte.
Eu, um mero eu a perambular a esmo
Chegando ao fim me perguntei:
O que haverá de acontecer se minha carcaça apodrecer em meio ao léu?
O manto da noite me cobrirá?
Ninguém me cobrirá...
Baixei a cabeça
Chorei as lágrimas que enojam meu próprio ser.
Chorei lembrando do horror que cometi.
E de cabeça baixa senti a morte chegar,
Uma sombra que se aproximava devagar, e devagar chegando por trás
Como a brisa da noite que sopra e sussurra o ar gélido que me congela a carcaça devagar.
E puft.
(Paulo Max)
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